sábado, 5 de abril de 2008

Tristeza Passageira!




Gostaria de reciclar as minhas idéias. Eu posso fazer isso! Mas há tantas coisas que eu gostaria de entender, talvez, fosse melhor dizer: aceitar. Ser humano é assim.


A tristeza passageira é um sentimento que nos procura e ocupa muitas vezes. Podemos ficar tristes por palavras ou actos de alguém.

Hoje estou triste por pequenas coisas somadas que me tocaram. São tristezas passageiras que leva o vento deixando apenas sementes que podem ou não voltar a germinar. Esperemos que não voltem…

Hoje estou assim, estou triste.

Na verdade, isto é um desabafo da minha tristeza passageira, mesmo eu tendo mil motivos para ser feliz hoje. Continuo feliz, mas não consigo fazer de conta que tal questão não mexa comigo. Sim, por isso fico triste!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Maria Rita - Samba Meu

O meu samba vai curar teu abandono
O meu samba vai te acordar do sono
Meu samba não quer ver você tão triste
Meu samba vai curar a dor que existe
Meu samba vai fazer ela dançar
É o samba certo pra você cantar

O meu samba é de vida e não de morte
Meu samba vem pra cá e traz a sorte
E celebra tudo o que é bonito
Meu samba não despreza o esquisito
Meu Samba vai tocar no infinito
Meu Samba é de bossa e não de grito

Meu Samba, defendi com alegria
Deixe que a noite vadia
Vai saber lhe coroar
Deixo entregue aos bambas de verdade
Que estão nos morros da cidade
Peço a benção pra passar
Deixo entregue aos bambas de verdade
Que estão nos morros da cidade
Peço a benção pra passar


sábado, 13 de outubro de 2007

Outra história da raposa e do principezinho

A raposa olhou para aquele rapaz bonito e com um ar frágil e percebeu imediatamente que era um Príncipe. Em volta, não havia ninguém, apenas a cor dourada do trigo e o céu azul lá em cima, numa abóbada muito suave, a perder de vista. O Príncipe não tinha vindo de carro nem desembarcado de nenhuma nave espacial, por isso a raposa achou que ele tinha caído do céu, e depois riu-se para dentro, como quem descobre um defeito um bocado parvo na sua própria personalidade, porque nada cai do céu, tudo o que se consegue na vida custa muito a ganhar e é infinitamente mais fácil perder tudo do que manter o mais importante. Mas, por outro lado, mesmo que tivesse caído do céu, se aquele rapaz tão bonito lhe tinha aparecido no caminho, alguma função iria ter na sua vida solitária e errante, sempre à procura de um abrigo que lhe servisse de casa, de um amigo que pudesse amar, de uma outra vida vivida em partilha, que já tinha lido em romances e visto em filmes, mas que nunca conhecera.

Como era muito curiosa e simpática, meteu conversa com ele.


- Quem és tu?

- Sou um Príncipe que quer conhecer o mundo. E tu?

- Sou uma raposa solitária e viajada que está farta de correr o mundo e quer encontrar uma casa.

- Eu acho-te muito bonita - arriscou o Príncipe, com um sorriso muito tímido.

- Obrigada. Eu também te acho muito belo. Um bocadinho triste, talvez.

Ficaram os dois a olhar um para o outro, partilhando um silêncio tranquilo e cheio de ideias, como só acontece entre velhos amigos. E eles já eram velhos amigos.

A raposa baixou outra vez o torso e voltou a encaixar o focinho por entre as patas. Tinha que pensar muito bem no que ia dizer a seguir, porque, como estava apaixonada, ardia ao mesmo tempo de medo e de vontade e queria fazer as coisas o melhor possível.

- Eu acho que tu podias escolher ser feliz.

- Mas eu sou feliz - respondeu o Príncipe. Eu amo o conhecimento e vivo de acordo com a minha paixão; viajar, correr o mundo, conhecer seres maravilhosos, como tu… - e, dizendo isto, sentou-se ao lado da raposa e pousou a sua mão branca e lisa no lombo dela. A raposa estremeceu das patas à cabeça. Queria guardar para sempre aquele toque, o calor da mão dele a inundá-la por dentro. Queria tornar-se num animal doméstico devoto ao seu dono. Queria mudar de vida e alcançar a outra, a sonhada e desejada, depois de tantos livros e filmes. Mas ele também tinha que querer o mesmo que ela, ou corriam o risco de ficar apenas os melhores amigos.

Então a raposa pensou, pensou e decidiu ficar calada. Tudo o que dissesse dali para a frente ia estragar o seu sonho, o momento perfeito que lhe tinha caído do céu. Sabia que queria que aquele momento se eternizasse, por isso fechou os olhos.

Tudo tem um princípio e tudo tem um fim, pensou. Mas não vou pensar no que não está nas minhas mãos. E, sem falar, enroscou-se a ele, como se fosse para sempre.


Margarida Rebelo Pinto

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Saudade



Num deserto sem água, numa noite sem lua, numa terra nua, por maior que seja o desespero, nenhuma ausência é mais profunda que a tua!


Sophia de Mello Breyner Andreseno

terça-feira, 9 de outubro de 2007




A cada dia que VIVO, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 7 de outubro de 2007

Sabor a MAR


De onde me vem este desejo de (d)escrever-te
Este desejo de sentir-te e ter-te
de olhar-te ouvir-te e ler-te
tocar-te .... enlouquecer-te

de onde me nasce este fogo de beijar-te
Esta inesgotável vontade de ficar
Este querer e não querer em turbilhão
Esta tortura esta alegria
Esta paixão

Que tinta desenhou este sentir
Que lápis traçou este destino
Que pauta guardou a melodia
Dessa voz, dessas palavras ....
............desatino


Até onde me levará esta loucura
Até onde chegará o meu olhar

Que ficará depois de nós e em nós....numa procura
Uma saudade, uma presença ou um sabor a Mar....

sábado, 6 de outubro de 2007

Na Estrada da Vida



Todos os meus caminhos levam-me sempre a mim mesma... E ainda assim, não me encontro.

É constante repetição...
Uma nova vida
Uma estrada desconhecida
Que é, entre dúvidas, percorrida
Em busca da sobrevivência e da felicidade.

É uma estrada sinuosa,
Às vezes planas, às vezes com subidas,
Que sempre antecedem às descidas,
Intercaladas de curvas perigosas...
Isso é a vida.